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Medicamento consegue melhorar vida de pacientes com câncer de fígado




 Um teste feito em 152 hospitais de 21 países com 573 pacientes demonstrou que um fármaco aumenta em 38% a taxa de sobrevida de pacientes com câncer de fígado quando outras alternativas falham.
O resultado da pesquisa, coordenada pelo chefe da Unidade de Oncologia Hepática do Hospital Clínic-Idibaps, Jordi Bruix, e publicado na edição desta quarta-feira da revista "The Lancet", demonstrou que o Regorafenib aumenta o prolongamento da vida de pacientes com carcinoma hepatocelular (CHC) quando a doença progride e não restam alternativas terapêuticas. Segundo Bruix, este é o único medicamento que apresentou resultados positivos para este tipo de câncer nos últimos 10 anos.
O médico explicou que o carcinoma hepatocelular é a forma mais comum de câncer de fígado e representa de 70% a 85% dos tumores hepáticos malignos. É o sexto tipo de câncer mais frequente no mundo. Anualmente, 780 mil novos casos são diagnosticados por ano e essa é a terceira causa de morte por câncer.
De acordo com o oncologista, atualmente só existe uma opção de tratamento sistêmico aprovado para pacientes com CHC, o Sorafenib, mas quando este fármaco não é efetivo e a doença progride não há opções de tratamento eficaz testado para os pacientes com esta doença.
No estudo, os 573 pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: 379 foram tratados com Regorafenib, além do melhor tratamento de apoio disponível, e 194 receberam placebo, além do mesmo tratamento de apoio. Os resultados demonstraram que o tratamento atrasa o avanço do câncer, com uma redução de 38% do risco de morte durante o período do estudo. Além disso, segundo Bruix, o medicamento é seguro e bem tolerado (apenas 10% dos pacientes tiveram intolerância ao tratamento).
"Nos 10 últimos anos, nenhum outro fármaco superou o Sorafenib como tratamento de primeira linha e nenhum outro obteve resultados positivos como tratamento de segunda linha frente a placebo. Portanto, os resultados observados com o Regorafenib representam um avanço muito relevante para os pacientes e oferecem uma opção terapêutica adicional", resumiu Bruix.
fonte:saude.terra.com.br

O que é Microcefalia?


Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor do que a de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.
Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.

Causas

Microcefalia é o resultado do crescimento abaixo do normal do cérebro da criança ainda no útero ou na infância. A microcefalia pode ser genética. Algumas outras causas da microcefalia são:
  • Malformações do sistema nervoso central
  • Diminuição do oxigênio para o cérebro fetal: algumas complicações na gravidez ou parto podem diminuir a oxigenação para o cérebro do bebê
  • Exposição a drogas, álcool e certos produtos químicos na gravidez
  • Desnutrição grave na gestação
  • Fenilcetonúria materna
  • Rubéola congênita na gravidez
  • Toxoplasmose congênita na gravidez
  • Infecção congênita por citomegalovírus.
Doenças genéticas que causam a microcefalia podem ser:
A microcefalia normalmente é detectada nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, caso você suspeite que a cabeça de seu bebê é menor do que a de outros da mesma idade ou não está crescendo como deveria, fale com seu médico.
O Ministério da Saúde confirmou recentemente a relação entre o Zika vírus e o surto de casos de microcefalia no nordeste do país em 2015. A febre zika, ou simplesmente zika vírus, é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. Por se tratar de algo novo, não descrito anteriormente na literatura médica, ainda não se sabe exatamente como funciona a relação entre os problemas.
De acordo com o Ministério da Saúde, as investigações sobre microcefalia e o Zika vírus devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

 diagnóstico e exames

Buscando ajuda médica

A microcefalia normalmente é detectada pelo médico nos primeiros exames após o nascimento em um check-up regular. Contudo, caso você suspeite que a cabeça de seu bebê é menor do que a de outros da mesma idade ou não está crescendo como deveria, fale com seu médico.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar uma microcefalia são:
  • Clínico geral
  • Pediatra
  • Neurologista
  • Neurologista infantil.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico da microcefalia. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Você consumiu algum medicamento na gestação?
  • Você teve alguma doença na gestação?
  • Você fez uso de álcool, cigarro ou outras drogas na gestação?
  • Desde quando você notou a diferença no tamanho da cabeça da criança?.
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Para microcefalia, algumas perguntas básicas incluem:
  • Qual é a causa mais provável da microcefalia?
  • Meu filho precisa de quaisquer testes adicionais? Se assim for, estes testes requerem qualquer preparação especial?
  • Quais são os tratamentos disponíveis para a microcefalia?
  • Qual você acha que é o mais indicado o meu filho?
  • Caso tenha mais filhos, quais os riscos de eles terem microcefalia?
  • Há algum folheto, site ou outros materiais nos quais consiga mais informações sobre microcefalia?.
Não hesite em fazer outras perguntas sobre microcefalia, caso elas ocorram no momento da consulta.

Diagnóstico de Microcefalia

A microcefalia é diagnosticada por meio do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança. O médico irá colocar uma fita métrica em torno da cabeça e medir seu tamanho. Esta medida e também o tamanho da criança serão feitas durante os primeiros anos de vida e comparadas com uma tabela padronizada a fim de determinar se a criança tem microcefalia.
O médico também pode solicitar exames como: tomografia computadorizada da cabeça, ressonância magnética e exames de sangue para ajudar a determinar a causa da microcefalia.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Microcefalia

Não há tratamento medicamentoso para a microcefalia que possa ser capaz de fazer a cabeça da criança voltar ao normal. É orientado realizar terapias para melhorar as habilidades da criança, como a fala. Portanto, o médico poderá recomendar a fisioterapia, terapia ocupacional e outras formas de tratamentos orientadas.

 convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

O diagnóstico de microcefalia pode despertar nos pais uma série de emoções, como medo, preocupação, tristeza e culpa. Portanto é importante buscar:
  • Ajuda de uma equipe profissional de confiança: Procure médicos, professores e terapeutas em que confia
  • Apoio de outras famílias que lidam com a mesma situação. Você pode buscar esse apoio em sua comunidade ou pela internet.

Complicações possíveis

A criança com microcefalia pode apresentar:
  • Déficit intelectual
  • Atraso nas funções motoras e de fala
  • Distorções faciais
  • Nanismo ou baixa estatura
  • Hiperatividade
  • Epilepsia
  • Dificuldades de coordenação e equilíbrio
  • Alterações neurológicas.
Algumas crianças com microcefalia podem não apresentar problemas de aprendizado.

 prevenção

Prevenção

Se a causa da microcefalia for genética é possível preveni-la. Por isso é importante fazer o aconselhamento genético antes de engravidar.
Além disso, a melhor forma de se prevenir não só a microcefalia, mas diversas outras condições de saúde, é a realização do pré-natal durante a gravidez.
Dentre as recomendações médicas para prevenir a microcefalia também estão:
Não ingerir álcool durante a gravidez: o consumo de álcool predispõe o bebê a diversas doenças, como Síndrome do Alcoolismo Fetal e microcefalia.
Não utilizar medicamentos sem a orientação médica: alguns medicamentos podem interferir na formação fetal, inclusive causando uma má formação do cérebro como a microcefalia. É importante que a gestante não tome nenhum tipo de medicamento sem orientação médica.
Evitar contato com pessoas com febre ou infecções: qualquer infecção pode dar alguma alteração no desenvolvimento do feto, desde uma rubéola e citomegalovírus, até a dengue, febre zika e febre chikungunya. Por isso é importante evitar a exposição geral a doenças.
Proteger-se da picada dos mosquitos: como há a possibilidade da microcefalia ser causada pelo vírus zika, que por sua vez é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti - além das complicações já sabidas nos casos de dengue, por exemplo - uma das recomendações do Ministério da Saúde é evitar se expor ao mosquito. O que pode ser feito eliminando os criadouros dele, ou seja, retirar recipientes que tenham água parada e cobrir adequadamente locais de armazenamento, além do uso de repelentes indicados para gestantes.

 fontes e referências

  • Texto revisado pela Profa. Dra. Marilisa M. Guerreiro, neurologista, Professora Titular da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Chefe da Disciplina de Neurologia Infantil Departamento de Neurologia – FCM – Unicamp. CRM: 40662/SP
  • Clínica Mayo, Instituto Nacional de Doenças Neurológicas e Derrames dos Estados Unidos.

5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O EBOLA

Nos últimos meses, um dos temas mais comentados tem sido a epidemia provocada pelo ebola na África e a possibilidade de que ela se alastre pelo planeta. Por sorte já sabemos um bocado de coisas sobre o vírus: ele é transmitido através do contato direto com o sangue e outros fluidos corporais — como a urina, lágrimas, sêmen, saliva, suor e fezes —, que o período de incubação é de 2 a 21 dias e que a taxa de mortalidade pode chegar a 90%.
Também sabemos que alguns de seus sintomas são parecidos com os da gripe — como febre, dor de cabeça, fraqueza, calafrios e dor de garganta — e que ainda não existe um medicamento específico para tratar a doença. Mas, apesar de tantas informações sobre o ebola, existem algumas coisas sobre ele que nem todo mundo conhece. O pessoal do site mental_floss reuniu uma série delas em um artigo, e nós aqui do Mega Curioso selecionamos 5 para você conferir:

1 – Ele é uma espécie de zumbi

Como você deve se lembrar das aulas de biologia, existem alguns critérios para que algo seja considerado um organismo vivo — como ter capacidade de se alimentar e de se reproduzir sozinho, por exemplo —, e os vírus não cumprem com esses requisitos. Sendo assim, o ebola, embora seja capaz de se reproduzir de maneira agressiva no corpo do hospedeiro, precisa invadir suas células para fazer isso e sobreviver.
Além disso, outro critério que define um organismo vivo é a capacidade de metabolizar sua própria energia, algo que o ebola também não consegue fazer por si só. Tudo isso o torna uma espécie de zumbi, um agente que não está nem vivo nem morto, mas que conta com um genoma, uma incrível habilidade de replicação e péssimas intenções.

2 – Operação militar

Os cientistas estão descobrindo novas características sobre como o ebola se comporta após “invadir” o organismo do hospedeiro, e uma analogia interessante é imaginar o curso da infecção como uma operação militar. Um dos principais fatores de sua eficácia está na forma — furtiva — como o vírus mobiliza o sistema imunológico da vítima, como se tratasse de uma força aérea que neutraliza a defesa antiaérea do oponente antes de iniciar o bombardeio.
Segundo explicaram, o ebola interfere na ação do interferon, uma proteína produzida pelo sistema imunológico como resposta à infecção por patógenos como bactérias e vírus. O interferon age sobre receptores presentes na superfície das células infectadas, comandando diferentes vias de sinalização que ativam diversas proteínas antivirais que impedem que os patógenos se repliquem.
Em outras palavras, o ebola obstrui a atividade da substância responsável por “avisar” às células que é necessário defender o organismo. E, sem essa comunicação, as coitadas não conseguem se defender ou pedir ajuda. Então, o ebola invade as células e as usa para produzir mais vírus que, por sua vez, invadem outras células e continuam o ataque. Depois disso, na próxima etapa, o hospedeiro começa a sofrer hemorragias.

3 – Ninguém sabe ao certo como ele começou a infectar humanos

Os seres humanos não são os hospedeiros naturais do ebola, mas sim — conforme acreditam os epidemiologistas — os morcegos-da-fruta, que podem transmitir o vírus a outros mamíferos, como primatas, pequenos roedores e até outros morcegos. Ninguém sabe ao certo como é que pessoas se tornaram infectadas pelo ebola, e uma das hipóteses mais aceitas é a de que macacos tenham sido a “ponte”.
É bastante comum que a carne de primatas — assim como a dos próprios morcegos — seja consumida na África, e tudo indica que caçadores tenham se infectado pelo ebola depois de caçar animais portadores da doença, transmitindo o vírus para familiares e outros doentes em hospitais pouco preparados.

4 – Esta não é a primeira vez que ele aparece fora da África

Existem cinco espécies conhecidas do ebola — Sudão, Taï Floresta (na Costa do Marfim), Bundibugyo, Zaire e Reston — e, como você deve ter percebido, todas foram nomeadas de acordo com as localidades nas quais foram identificadas. Pois a variedade “Reston” se chama assim graças a uma cidade de mesmo nome localizada na Virginia, nos EUA.
O Reston ebolavirus foi descoberto em macacos oriundos das Filipinas que foram importados por um laboratório dos EUA em 1989. Esse incidente foi seguido por outros dois casos — um no Texas e o outro na Filadélfia —, mas, por sorte, nenhum ser humano foi contaminado na época, diferente das transmissões que estão ocorrendo fora da África desta vez.

5 – É preciso trabalhar como um CSI para deter a epidemia

Todo mundo sabe que ainda não existe um tratamento ou medicamento específico para tratar os doentes — apenas drogas e terapias experimentais. Para deter uma epidemia, os profissionais de saúde devem trabalhar como verdadeiros detetives para rastrear todas as pessoas que entraram em contato com os doentes. E isso pode resultar em uma verdadeira caçada.
Assim, depois de isolar e conversar com a vítima, o próximo passo consiste em encontrar todas as pessoas que tenham tido contato com esse indivíduo e colocar todo mundo em isolamento por 21 dias. Após esse período, quem não exibir qualquer sintoma é liberado. Contudo, se alguém tiver o diagnóstico confirmado, então a caçada se repete e, se os profissionais de saúde não encontrarem todos os infectados, a epidemia continua.